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Coberturas curvas

As coberturas protegem as edificações de intempéries, além de isolarem térmica e acusticamente os ambientes internos. Cumprem, também, uma função estética, sobretudo quando estão em harmonia com o estilo arquitetônico da construção. A cobertura curva, que depende de cálculos estruturais desafiadores, costuma ser usada em projetos irreverentes, como um modo de destacar a construção em meio à paisagem.

É o caso das coberturas criadas no Santuário Santa Paulina, na cidade catarinense de Nova Trento. Embora componham uma arquitetura aparentemente simples, elas garantem um efeito estético impactante: as duas coberturas curvas lembram duas mãos unidas em oração. A curva ascendente na cobertura frontal também facilita a iluminação natural. Para o isolamento acústico, telhas contínuas do tipo sanduíche foram empregadas em duas camadas.

Coberturas curvas podem ser a solução ideal para vencer grandes vãos, ampliar espaços e valorizar empreendimentos térreos, como foi feito no aeroporto internacional de Nacala, em Moçambique, onde foram usados estrutura metálica, forro acústico, porcelanato cerâmico e revestimento de pedra. Já no centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, na capital paulista, as curvas foram obtidas com bambus entrelaçados – o bambu, além de ser um material sustentável, é leve, resistente e durável.

Um dos exemplos mais famosos de cobertura curva é o espaço de exposições conhecido como Oca, projetado por Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera, também em São Paulo/SP. A ‘casca’ que envolve o espaço apoia-se diretamente sobre o solo por meio de nervuras em arcos diametrais.

Opção sustentável

A cobertura curva também pode servir para captar a água da chuva por meio de pequenas calhas instaladas na base das calhas maiores. A água escorrega por essas calhas e é armazenada em cisternas subterrâneas para, depois, ser utilizada para lavar pisos e irrigar jardins, entre outras atividades.

A cobertura curva contribui, ainda, com a ventilação da área interna. Para isso, é preciso fazer um estudo da incidência dos raios solares e dos ventos, a fim de posicionar a cobertura de forma que os ventos vindos do Sul entrem e circulem em espiral, refrigerando o ar interno. Com a ventilação natural, diminui-se o uso do ar-condicionado. Portanto, trata-se, também, de uma alternativa sustentável.

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