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Cobogós e Muxarabis

Os cobogós são elementos vazados que trazem poesia aos projetos arquitetônicos, pois as sombras que desenham nas paredes e nos pisos – de acordo com a incidência do sol e luzes artificiais – mexem com as sensações de quem está dentro ou fora dos espaços.

Sua criação foi inspirada nas tramas vazadas em madeira, conhecidas como muxarabis. Esses painéis perfurados são bastante utilizados em projetos para separar ambientes e filtrar a luz solar.

Confira o diferencial estético que cobogós e muxarabis garantem aos projetos!

Os cobogós

Cobogó é o nome dado a um elemento vazado feito artesanalmente em cimento e tijolo, muito utilizado no Nordeste na década de 20. Inspirado nos muxarabis árabes, é considerado uma das mais tradicionais soluções para arquitetura de origem brasileira.

Foi criado por engenheiros e donos de uma fábrica de tijolos do Recife (PE), que o batizaram com as iniciais de seus sobrenomes: o português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão August Boeckmann e o brasileiro Antonio de es. Mais tarde, foi difundido pelos grandes arquitetos Lucio Costa – que o trouxe à arquitetura moderna nacional fazendo uso em seus projetos – e Oscar Niemeyer, que tem o elemento como marca em várias obras de Brasília.

Diversidade estética e eficiência

Moldados em diversos materiais e ideais para complementar paredes, dividir espaços, enfeitar muros e dar certa privacidade a ambiente internos, os cobogós podem ter desenhos simples, com furos quadriculados ou pequenos vãos que parecem teias ou rendas.

Apesar de ainda reproduzirem desenhos de sua época, hoje eles aparecem em novos volumes, formatos, perfurações de dimensões variadas e com outros materiais de fabricação, como o vidro, o aço, a porcelana e a cerâmica.

Com o avanço da tecnologia, as peças – replicadas várias vezes em sequência para formar o conjunto do elemento – geralmente são cortadas a laser em fábricas e podem ser encontradas com alta complexidade geométrica. Além disso, já são industrializadas visando à eficiência térmica e energética, pois, com as pequenas aberturas, permitem entrada de ventilação natural e frescor aos ambientes internos, sejam eles residenciais, comerciais ou industriais.

Projetos como a Casa B&B e a Casa Cobogó, do studio mk27; a FDE – Escola Várzea Paulista, do escritório FGMF; e a Casa Jardins, do escritório CR2 Arquitetura, mostram a força estética que esses elementos vazados oferecem às obras.

Assentamento sem segredos

Os cobogós são assentados de maneira rápida e fácil com argamassa e, muitas vezes, dispensam mão de obra qualificada. Isso porque foram criados de forma artesanal, para baratear as construções.

Os muxarabis

Do árabe mashrabiya, muxarabi vem do verbo ‘beber’ e significa o local para resfriamento de jarros de água. A treliça original que recebeu esse nome chegou ao Brasil em 1530, com a chegada dos colonizadores portugueses de origem árabe.

Trata-se de uma solução arquitetônica ideal para controlar a penetração dos raios solares em regiões quentes, garantindo entrada de iluminação e ventilação naturais. Além disso, agrega a pequenos e grandes espaços beleza exótica – graças ao sombreamento que seus trançados de madeira oferecem aos ambientes.

Quer saber mais? Leia matérias completas no AECweb: Cobogó volta à tona e se destaca na arquitetura nacional e Muxarabi garante estética e conforto ambiental às edificações

Veja também: Referências de Brises-soleils e Claraboias e Domus

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